sexta-feira, 17 de junho de 2011

11 meses

Entramos na contagem regressiva para o primeiro aniversário do Felipe, eu achei que não teria a nostalgia que tive quando a Luiza estava para fazer 1 ano, mas ela chegou e veio com tudo! Fico lembrando desse ultimo mês de gravidez, como eu estava super barriguda (esse tipo de barriga, ok??).

Ainda esta semana estávamos conversando como é estranho pensar que até bem pouco tempo atrás não tínhamos as crianças (COMO a gente tinha tempo livre - a gente só percebe isso depois que eles chegam), e não conseguimos nem pensar em ficar longe deles.

Bom...vamos falar do pequeno que nesse ultimo mês teve uma grande conquista.

- começou a andar, com 10meses e meio o pequeno desembestou a andar e não parou mais, agora pouco engatinha, já levanta sozinho e mexe em absolutamente TUDO, abre armário, gaveta, pica papel....;
- aprendeu a brigar com a Luiza, puxa o cabelo dela sem dó, sempre que esta contrariado! Ela tadinha esta tendo até pesadelo (chora durante a noite pedindo para ele não puxar o cabelo dela), a sorte dele é que ela não reage;
- coloca o telefone na orelha (nuca);
- acha que pode comer sozinho, e come muito mais quando deixamos o prato na frente dele com a comida e ele mesmo vai pegando (enquanto isso Lulu, voltou a querer que a gente de comida para ela, depois de 1a6m comendo sozinha, agora bateu uma "preguicinha");
- começou a BRINCAR melhor também, ele e a Luiza já se divertem juntos;
- AMA a escola da Luiza e o Dalton que fica na porta, chega lá e se joga para cima do moço, que é obrigado a pegar o Pipe todo dia (alias ele se joga também para várias mães, que graças a Deus dividem comigo esse tempinho que temos que esperar para pegar as crianças na sala, porque o Felipe não para quieto, não aceita mais ficar no sling, quer ficar passeando, jogando as pedrinhas do vaso no chão);
- voltou a dormir melhor;
- tem QUATRO dentes nascendo nesse momento (será que é por isso que ele anda ranzinza???);
- anda atrás da Nina até ela se esconder dele em algum canto inatingível para ele.

Enfim, ele esta uma figura!!! E manhosooooooooo..... não pode ficar longe da mãe que coloca a boca do mundo num eterno e repetitivo mamã, mamã, mamã, mamã......
comendo sozinho

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Primeiros passos...

O Felipe tem um pouquinho menos de um mês quer andar de mãos dadas com a gente o tempo todo, não topa mais ficar no colo, fica girando para colocarmos ele no chão...
Como contei no post anterior ele andava dando dois passinhos e se jogava na gente....mas hoje ele estava de um lado da sala e eu do outro..ele me olhou..colocou a lingua de fora e veio!!!
Todo cambaleando e muito feliz!!!

Até a hora de dormir fez alguns pequenos percursos masquando precisa ir rapido, vai engatinhando!
Tá a coisinha mais linda de ver!!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sobre amamentação...

Muitas mulheres enfrentam todos os dias muitas dificuldades em amamentar, por "n" fatores, já no hospital muitas escutam que seu leite não sustenta, que é fraco (isso não existe), depois alguns pediatras reforçam o coro..poucos incentivam a livre demanda, tão importante no inicio e receitam as famosas fórmulas!
Assim como no parto, os médicos se colocam na posição de protagonista e tiram da mulher seu direito de parir e amamentar ( Aqui vou abrir um parenteses e dizer que SIM existem casos que tanto a cesárea quanto o leite artificial são necessarios, mas 90% das mulheres são capazes de parir e amamentar..e é examente o contrario que acontece).
Para amamentar precisa ter disposição e muita vontade, no começo doi, machuca e é muito dificil seguir em frente, e ainda temos que lidar com olhares machistas e preconceituosos..

Acabei de ler um texto muito bom sobre isso, e queria dividir com vocês.
O texto é da Analy Uriarte:

Aos que criticam a amamentação pública, em especial Marcelo Tas, Rafinha Bastos e CQC


Humor tem dessas coisas: gosta de rir de si mesmo. 

Quando assisti ao vídeo do CQC, senti uma enorme vontade de rir... de alegria! Finalmente estava aí escancarado o pensamento comum de toda uma sociedade. Aí estão as frasesinhas de escárnio e ridículo que lá nos idos de 2000, grávida do meu primeiro filho, me faziam pensar em amamentar, no máximo, os quatro meses da licença e sempre no quartinho do fundo, devidamente oculto nesse ato sigiloso e privado que eu, aos 34 anos jamais havia visto de perto.

Quando meu filho veio para meus braços no quarto da maternidade, diante de todas as visitas (incluindo sogro), eu baixei a camisola, saquei a teta e dei-lhe de mamar. Isso foi um ato não pensado e totalmente contrário à minha criação. Afinal, meus seios são escondidos desde que se rebelaram na minha adolescência: primeiro os mamilos, com camisetas que não deixavam a blusa do colégio tão transparente. Logo, quando começaram a ganhar peso e volume, foram rapidamente imobilizados dentro de um soutien. E a promessa é que seriam liberados na hora certa, para a pessoa certa. Isso aconteceu vários namorados e mais de vinte anos depois quando conheci meu primeiro filho.  

Como mulher, a amamentação revela no meu corpo um poder que nenhum homem pode experimentar: o de fornecer alimento através do meu alimento e promover a vida, mamada após mamada. Sim, é uma visão poderosa, a de uma teta em ação, na sua função primária. Com certeza, ao se tornar protagonista, a teta deve assustar seus antigos usuários, por isso os comentários tão cortantes e pedidos quase suplicantes de levar a amamentação para outro lugar (banheiro) ou pelo menos usar um "paninho" (veja vídeo CQC).

Quando algo tem uma função muito conhecida, pode ofuscar sua utilidade primordial. Por exemplo, se a visão de seios fartos é associada, dia após dia com cerveja, êxito profissional e conquistas sexuais, fica difícil fazer a volta aos prazeres mais simples da vida: o de ser cuidado, amado incondicionalmente e de estar seguro, independente de quanto dinheiro você faz ou de quanto viagra você precisa. Esses são os valores associados ao ato de amamentar que se tornam públicos em tetas inchadas de leite... e não vendem nada, nadinha.  
Mas as mulheres ganharam as ruas há algumas décadas, como já é notório. A presença delas é necessária e não só como co-autoras, mas como protagonistas de seus trabalhos e de suas vidas. E a amamentação, uma atividade essencialmente feminina vai acompanhar, quer vocês queiram, quer não.

Não nos peça para usar paninho porque a cena é forte demais. Entendam, todos vocês, com sorte, foram levados a uma teta poderosa em algum momento de suas vidas. É uma realidade da vida, como o sexo, a morte e o nascimento. E ao contrário dos outros exemplos, que podem exigir certa privacidade, a amamentação pode acontecer de maneira mais corriqueira do que se imagina. Vou ilustrar.

É impossível fazer compras num Hiper Mercado sem amamentar: o tempo gasto, o movimento, as mudanças de temperatura, ruídos, vozes, é quase certo que seu bebê, com qualquer idade menor de um ano, vai querer dar uma mamadinha nem que seja por sede ou para assegurar-se de seu porto-seguro. Sim, porque amamentar é um ato de prevenção contra doenças tantas físicas quanto psicológicas. Através da teta, damos segurança a nossos bebês. Segurança que o mundo é bom, o leite é farto e mamãe está perto. Portanto, não é falta de organização que leva à amamentação em lugares públicos, é inerente ao trabalho de alimentar a próxima geração.  

Finalmente, entendo a sensação de desgosto ao ver essas tetas todas em ação, e domingo vão ter muitas mais no Mamaço Nacional que em São Paulo acontece no Parque do Ibirapuera, às 14h. A nova ordem proposta por essas mães e suas tetas à mostra provocam em muitas pessoas a sensação de perda de uma era que já acabou.

Mas façam o seguinte: olhem só para os bebês, contentes da vida, talvez mais contentes do que vocês jamais foram. Eles terão menores chances de terem pelo menos 3 doenças crônicas da nossa era (obesidade, diabetes e doenças respiratórias), promessa de índices mais elevados de QI, prevenção de câncer e doenças cardíacas nas mães (esses bebês adoram suas mães) e uma sensação geral de satisfação com a vida!

Fixem-se nos bebês e creiam num mundo melhor onde as mulheres em todas suas fases, possam ser publicamente aceitas... inclusive nos dois anos que a OMS recomenda como tempo ótimo de amamentação.

Sejam homens e vejam o Mamaço pelo lado do bem comum. Se o Itaú Cultural assinou embaixo promovendo o Mamaço no mês passado, se eles entenderam, tenho plena confiança de que vocês também vão. Fixem-se nos bebês!